Sábado de outono
O cheiro de terra molhada entra pela janela aberta. É outono. O edredom me abraça, mas não é o suficiente. O peito aperta, como se algo estivesse para acontecer, ou já tivesse acontecido e eu esqueci. Cada barulho lá fora me faz prender a respiração. Não sei por quê. Só sinto um peso nos ombros que não vai embora. Queria que alguém soubesse disso. Só soubesse.